Apresentação do projecto: Sob Influência

O projecto final consiste num conjunto de vídeos interactivos, que representam uma imaginária viagem, realizada com o recurso ao Korsakow: três vídeos alinhados horizontalmente, sendo que o viajante vai seleccionando a continuação da sua viagem, escolhendo o vídeo seguinte dum conjunto de previews.

Embora se privilegie a interactividade, existem ligações narrativas entre as diversas partes. Paralelamente ao desenvolvimento do objecto final, construí um video mais tradicional (narrativo). Este filme agrupa todos o material videográfico interactivo. A sua visualização enquadra melhor a intenção e o modo como os diversos segmentos foram sendo pensados dentro do conjunto.

A este vídeo narrativo, podem vê-lo, aqui.

 

Quanto ao resultado final… está acessivel aqui, na galeria da disciplina. Boas viagens!

 

Notas finais: para a apresentação, colocaram-se três computadores e respectivos monitores em linha, simulando o contexto desejado para uma instalação. Mas a aplicação original está devidamente integrada, correndo num único computador e respectivo ecrã. Aqui ficam alguns screenshots da aplicação final:

sobinfluenciaInicio

sobinfluencia1

sobinfluencia3  sobinfluenciaFim

Sob Influência; este título faz referência à obra de Artavazd Pelechian, realizador de curtas-metragens que privilegia o domínio da imagem sobre a palavra. No entanto, a relação com este realizador apenas numa fase avançada da sua concretização se tornou consciente, sendo que o som do projecto inclui um breve trecho (em loop) da banda sonora do seu filme “The End”.

Macro/Micro estrutura

Estrutura macro –  imagens de varrimento, vistas de dentro dum comboio em movimento, cumprindo-se um percurso (não necessariamente real):

macro

Nivel micro –  o número de filmes e respectivos conteúdos foram sendo alterados, sendo esta a forma que assumiram no objecto final:

micro1

micro3

Apesar de todos os caminhos serem possíveis, através da gestão do valor da “prioridade”, há maior probabilidade de esgotar primeiro os videos que seguem na direcção de ida (direcção “sul”), e só então esgotar os de regresso (“norte”). Sendo quase garantido que o video que finaliza a aplicação só aparece quando já só restam 8 videos, para além do SNU que esteja a correr. No total, são 17 videos:

  • 1 que marca o INICIO;
  • 8 que correm na direção de ida (“sul”)
  • 8 na direção de regresso (“norte”), sendo que um destes é o que marca o FIM da aplicação.

Cada video tem 2 vidas, com excepção do video de INICIO e o de FIM, que só têm 1 única vida.

Embora mantendo características similares ao longo das semanas em que foi sendo desenvolvido, existiram alterações significativas centradas no conteúdo. A principal foi a desistência destes videos “oníricos”, que eram incongruentes. Pode ser que venham a ser utilizados noutro projecto!

 

CONCEITO: ETAPA 1. Referências

Uma referência que prendeu-me a atenção no início desta pesquisa consiste na peça Ghost (2004), de Julião Sarmento, que consiste numa instalação de vídeo interactiva.

Saliento que nunca vi a referida instalação. O que me pareceu interessante foi esta breve recensão do objecto e do processo utilizado: dependendo da presença activa dos espectadores, as imagens apresentadas alteram-se, sendo “o espectro o elemento primordial da intalação“.

“Podemos, porém, ludibriar os sensores que gerem o tempo do dvd e observar elementos inéditos dos vídeos. É com espanto que observamos, na primeira sala, o homem que ainda há pouco fugia, olhando para o relógio, bocejando; (…) agora, somos nós os ghosts e eles os espectadores.”

 

Quanto a uma segunda referência, o trabalho de Jon Rafman, apesar de não ser propriamente um trabalho interactivo, é interessante pelo uso dum jogo de computador duma forma radicalmente inesperada. Nesta obra, A Man Digging, o artista serve-se dum jogo de computador; mas em vez do objectivo ser a jogabilidade em si, somos convidados a percorrer o espaço desolado em que nos deparamos:

“a virtual flaneur undertakes an evocative journey through the uncanny spaces of video game massacres”